Cheirava álcool, vestia paletó e calça pretos, falava
coisas desconexas, não sabia se sentava ou ficava em pé. Enquanto fazia seu
discurso, outras pessoas assim como eu, o observava.
Reclamou de Deus, de ter nascido pobre, negro, morar em
Osasco e que gostaria de ser ator já que se achava parecido com o Denzel Washington.
Arrancou alguns sorrisos, que o deixou mais confiante
em continuar a falar sobre suas angústias e infelicidade com Deus.
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