sábado, 7 de dezembro de 2013

Auto Estima

Suada, assim que terminou de comer sua coxinha e beber sua coca cola gelada, foi retocar a maquiagem, sombra, gliter e batom rosa, para combinar com as pulseiras e os brincos da mesma cor. Passou uma flanela no rosto, enquanto sacava um espelhinho da mochila, limpou o nariz, o excesso de óleo da boca, retocou a maquiagem, deu um tapinha no rosto e disse: LINDA! 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Inexperado

Correndo, atrasado, engoliu um mosquito! Tentou tossir, mas a única coisa que deu tempo de sentir, foi a textura crocante e nojenta passando língua a dentro... 


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O tempo pirraça


Assim como habitualmente, chegou atrasado em seu trabalho, não deu bom dia a ninguém, tentando não ser notado... Os cinco minutos na cama quase sempre viram 30 min, o tempo pirraça, como diz a música! 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Descontentamento


Cheirava álcool, vestia paletó e calça pretos, falava coisas desconexas, não sabia se sentava ou ficava em pé. Enquanto fazia seu discurso, outras pessoas assim como eu, o observava.
Reclamou de Deus, de ter nascido pobre, negro, morar em Osasco e que gostaria de ser ator já que se achava parecido com o Denzel Washington.
Arrancou alguns sorrisos, que o deixou mais confiante em continuar a falar sobre suas angústias e infelicidade com Deus.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lembranças



Sua mãe o acordou perguntando se estava bem, sem responder, olhou a hora no celular que ficava próximo a cabeceira de sua cama. Sentou-se, a respondeu, retomando a consciência, se deu conta de que estava um tanto atrasado. Assim como costuma fazer, pensou naquela pessoa que o já inspirou muito e que talvez inspire ainda, mas não da mesma maneira, foi para o banho que usualmente utiliza para meditar, porém hoje, não o fez... Olhou pela janela, viu a garoa, se imaginou andando e concluiu, vou de carro...
Ao fechar o portão, ela o aconselha e de longe se despede desejando-lhe um bom dia. No caminho ouviu na rádio sobre o transito, protestos, economia, decidiu não ir até seu destino de carro e sim, deixar na metade do caminho, evitando o trafego.  Dobrou a esquina, avistou a vaga, estacionou, saiu do carro, acionou o alarme e ao levantar os olhos para investigar quem estava na rua, avistou a mesma pessoa que pensou momentos antes.
Saudade, carinho, raiva, mágoa e quem sabe até o próprio amor o fez travar diante da situação, por instinto, saiu em disparada sem olhar para trás.
Atravessou a rua, avistou o trem chegando, correu, sentou-se, olhando o celular para tentar disfarçar a ansiedade e sem levantar os olhos a procura de nada, nota que quem ele tanto temia, estava na sua frente.
Esse temor, não é despropositado, descomedido ou sem fundamento, é um temor com base nas situações do passado, temor de falar algo, ou fazer algo que colocasse tudo a perder/ganhar/empate...
Ainda com os olhos abaixados, ouve:
-Oi, bom dia, tudo bem? Você não me viu? Fiz bem de ter vindo falar com vc?
-Vi, tudo bem...
Tirou os fones de ouvidos e guardou o celular para tentar uma conversa com aquela pessoa que pareceu ser superior, talvez passando por cima dos mesmos medos... Falaram sobre trabalho e se estavam bem durante o caminho e pela primeira vez, não desviaram a conversa para assuntos desagradáveis, mas mesmo assim, a situação pareceu um tanto incomoda para os dois...
-Rezei por você ontem;
-Comentei de você ontem;
Chegaram ao seu destino, silêncio, sobem e descem escadas, andam em sincronia de passos, assim como antes. Um deles, lança um olhar e movimenta o corpo como se esperasse um abraço, o outro resiste, por medo, se despede e vai embora pelo lado oposto sem olhar para trás, mas com a vontade de retornar, falar que ama, que sente falta, mas por outro lado, milhões de outras questões, passam pela sua mente e chega a conclusão de que pensar nisso, por si só, não levaria em nada...
-Infelizmente ou felizmente, não sabemos quais os planos de Deus para a gente, mas é fato que nosso encontro hoje teve um propósito. Propósito esse, que ambos desconhecem...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Valentine's day

Sentada no segundo vagão, de frente para a porta, inquieta, olha ao celular a cada 25 segundos, chega na estação qual esperava que entrasse alguém, olha desesperada para fora, como se procurasse algo. Encontra, levanta, sai do trem, meus olhos seguem na direção que ela iria. Ele de estatura mediana, a espera ansioso, segura um buquet de rosas em uma mão e um ursinho na outra, os dois se beijam, falam que se amam, as portas do trem se fecham terminando esse capítulo para mim. Rumo ao meu destino continuo aqui como expectador de histórias reais.


Iran Batista

Wake up

Ele acordou com sua mãe chamando: filho, levanta você está atrasado de novo!No mesmo instante enquanto sua mãe falava, lhe veio a mente: e o despertador? porque não ouvi? o que normalmente acontecia... Levantou-se, foi para o banho, enquanto a água caía em suas costas, começou a prestar atenção nos sons ao seu redor, o barulho da água em suas costas já não era mais percebido, ouvia o som da tv, dos cachorros latindo na rua, dos ônibus que subiam e desciam, mais longe ouvia-se o barulho dos trens chegando e partindo, fechou o chuveiro e algo o chamou mais atenção que os sons ao seu redor, o cheiro do café de sua mãe.
Bom dia!
Iran Batista